Silicone não causa câncer de mama

13/10/2014 22:51

Depois de muitos estudos, o silicone foi liberado da lista de fatores de risco para o câncer de mama

 

 

Silicone não causa câncer de mama

 

Há tempos surgiu a dúvida de que as próteses de silicone poderiam causar câncer de mama ou até encobrir possíveis nódulos na hora da mamografia. O assunto já foi tão sério que a FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula a saúde americana, chegou a suspender o uso de próteses nos Estados Unidos até que se provasse que estão isentas de riscos.

Depois de muito burburinho e estudos em cima dessa questão, hoje já está mais do que comprovado que o silicone não tem nenhum desses efeitos.

Além do que, os aparelhos de mamografia e ultrassom, hoje em dia, têm alta precisão na detecção do câncer. O que causa o câncer, principalmente, são fatores genéticos.

 

Quem tem prótese nos seios deve fazer o mesmo procedimento de quem não tem e realizar a mamografia preventiva todos os anos após os 40 anos. Aliás, quem tem próteses, como deve fazer a troca do material a cada dez anos, tem até mais chances de detectar um nódulo, já que realiza mais exames de rotina.

Por Helena Dias

Silicone: tire suas dúvidas

 
silicone

 

Só em 2009, segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência sobre o mercado da cirurgia plástica no Brasil, 156.

918 mulheres colocaram próteses de silicone no Brasil. Deste total, 91% foram nas mamas. O número de interessadas só cresce e hoje em dia colocar silicone nos seios significa ter várias opções.

 

Recentemente, a principal evolução tem a ver com o material da prótese que antes era liso, o que poderia provocar irregularidades, e agora é rugoso. "O gel interno, que antes era líquido, se escapasse podia se espalhar pelos órgãos e se misturar à corrente sanguínea, o que poderia causar infecções graves. Agora, a prótese é recheada de gel, que não se mistura à corrente sanguínea, num caso excepcional de vazamento", explica o cirurgião plástico, Ruben Penteado, 

diretor do Centro de Medicina Integrada.

"Hoje, a técnica apresenta menos riscos de encapsulamento. Problema que acontece quando a membrana que se forma naturalmente ao redor da prótese se contrai, deixando a mama mais arredondada, dura, com aparência artificial e dolorida. Quadros como esse são cada vez mais raros", diz. O gel, que tem o nome coesivo, proporciona um melhor resultado também no que diz respeito ao tato. A promessa é que a mama fica tão macia ao toque quanto uma que não foi operada.

O médico explica que além da segurança, os avanços possibilitam esculpir o busto exatamente da maneira desejada. O formato da prótese de silicone também passou por mudanças. Primeiro, veio a forma redonda e depois o formato de gota. Agora, a forma cônica é opção. "Como o próprio nome diz, ela lembra um cone por causa da base reta e larga e das laterais que vão afinando em direção à aréola. O desenho, que foi inspirado no sutiã de enchimento, deixa o resultado mais discreto e projeta o mamilo", explica.

Essa é a melhor opção para quem busca um resultado mais natural. De acordo com o médico, suas bordas finas oferecem uma transição suave com a caixa torácica, isso evita degraus visíveis, que evidenciam que a mulher tem próteses. "Independentemente do modelo de prótese escolhido, para que o resultado final fique natural, é preciso levar em conta uma série de critérios, como as proporções de cada paciente e a quantidade de pele disponível para cobrir o silicone".

A maneira de colocar o implante também varia. Há a opção de colocação da prótese por traz do músculo peitoral, isso normalmente ocorre nos casos das pacientes com pouco tecido para a cobertura das próteses. "Tanto para um melhor resultado estético como para uma melhor proteção dos implantes. Nas pacientes com uma boa quantidade de tecido glandular ou gorduroso a preferência é pela posição por cima do músculo".

A via de acesso escolhida para a implantação depende de vários fatores como tamanho e cor das aréolas, características de cicatrização e até a preferência da paciente. O profissional lembra que a escolha vai de acordo com cada caso e que cabe ao médico informar sobre as vantagens e desvantagens de cada método. As opções são via axilar, aerolar e sub-mamário. "Por via axilar apresenta um pós-operatório mais delicado, mas é muito procurada por jovens que querem aumentar o busto, sem mexer nas aréolas. Após a anestesia, o médico faz uma incisão de três a quatro centímetros na dobra da axila e introduz o implante", diz Ruben Penteado.

Por ser um processo cirúrgico a colocação da prótese exige anestesia, o que assusta muita gente. Rubens explica que na maioria das vezes a anestesia não é geral, mas sim local com sedação. "Porém é importante dizer que a anestesia geral moderna, quando necessária, é absolutamente segura, desde que realizada por um bom profissional e em um ambiente seguro. Em qualquer caso a presença do anestesista é imprescindível".

Por:
Larissa Alvarez