Nutrição

13/10/2014 22:38
5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

Descubra os alimentos do dia a dia que ajudam amenizar a glicose no organismo

5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

 

diabetes é uma doença que atinge grande parte da população. Ela acontece quando o pâncreas não consegue produzir a quantidade de insulina adequada para o organismo, aumentando a quantidade de glicose no corpo. Por isso, o primeiro passo de quem sofre com a doença é eliminar o açúcar, maior fonte de glicose existente.

Publicidade Fora isso, alguns alimentos são capazes de controlar essa glicose e ajudar no controle da diabetes. Veja 5 deles.

 

Maçã

A maçã é rica em pectina, uma fibra que ajuda no controle da glicemia e do mau colesterol. Além disso, ela é fonte de várias vitaminas e contribui para a saciedade, além de não ser muito calórica (cerca de 80 kcal por unidade).

Linhaça

Essa semente é fonte de magnésio, que controla a glicemia e a liberação da insulina no organismo. Ela também é nutritiva por ser rica em fibras e gorduras boas. Pode comer todos os dias, no café da manhã, de preferência.

Abacate

O abacate ajuda a retardar a digestão, ou seja, evita que o açúcar chegue com tudo na corrente sanguínea após uma refeição. Ele é ótima fonte de gorduras boas, mas isso o torna calórico, sendo necessária certa moderação na hora do consumo. Opte pelo abacate de 2 a 3 vezes por mês.

Batata-doce

Além de ser rica em fibras, que absorvem a gordura e ajudam a reduzir a glicemia e o colesterol, a batata-doce evita que o açúcar no sangue se eleve, causando picos perigosos. Prepare-a assada, duas vezes por semana.

Brócolis

Ele é antioxidante, rico em vitamina C e fibras, o que aumenta a saciedade. Além disso, os brócolis contém cromo, um mineral que ajuda a controlar a glicemia. Deve ser consumido pelo menos uma vez por semana.

Por Helena Dias

 

Estilo de Vida e Diabetes

Estilo de Vida e Diabetes

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2030 o diabetes atinja 366 milhões de pessoas no mundo. Atualmente, a doença atinge 171 milhões de pessoas em todo o planeta, e só no Brasil há um contingente estimado em 15 milhões de portadores da doença.

Estima-se que a cada dez segundos uma pessoa morra de complicações decorrentes do diabetes e duas desenvolvam a doença. O pior é que não há previsão de cura para esse mal, pelo menos por enquanto.

Publicidade Se as notícias não são boas, resta o consolo de que, com o controle adequado da doença, o diabético pode viver bem e por muito tempo.

 

Considera-se normal o indivíduo com glicemia (nível de glicose no sangue) menor ou igual a 100 miligramas (mg) de açúcar por decilitro (dl) de sangue, a qualquer hora do dia. A doença é identificada exatamente quando

um exame de sangue revela que os níveis de glicemia estão alterados. Os índices são medidos em dois dias diferentes, na pessoa em jejum por, no mínimo, oito horas. Se a glicemia está acima de 126 miligramas/decilitro, o diagnóstico é confirmado.

A doença tem dois tipos. O diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes insulino-dependente, é normalmente diagnosticado em crianças ou pacientes jovens, cujo pâncreas produz pouca ou nenhuma quantidade de insulina. No diabetes tipo 1 existe a dependência absoluta de insulina para o controle da glicose, pois existe uma destruição das células do pâncreas.

O diabetes do tipo 2, responde por 90% dos casos da doença e acomete os pacientes adultos, porém vem aumentando entre os jovens. No diabetes tipo 2, a deficiência de insulina é apenas relativa. O paciente produz a substância de forma insuficiente ou a produz normalmente, mas o organismo tem dificuldades para responder a ela. Essa condição é conhecida como resistência à insulina, e costuma estar associada à obesidade e hereditariedade. Como o organismo diabético tem dificuldades em responder à insulina, o aproveitamento dos nutrientes sólidos obtidos dos alimentos fica prejudicado.

Basicamente, o tratamento do diabetes consiste em evitar a elevação da glicemia no sangue. A insulina é uma substância que ajuda o organismo a usar a glicose para a produção de energia. A insulina é produzida pelo pâncreas para controlar os níveis de açúcar no sangue. Além de tratamento medicamentoso, é preciso que o diabético adquira novos hábitos alimentares, adotando uma alimentação balanceada e saudável.

Os pacientes com sobrepeso precisam reduzir o peso, pois esse é um fator importante para prevenir o aparecimento da doença. Muitas vezes apenas esse fator é suficiente para controlar o nível de glicemia. Exercícios físicos praticados de forma moderada e com regularidade contribuem para o bom funcionamento dos órgãos e combatem o sedentarismo, muito prejudicial aos diabéticos e às pessoas em geral.

O diabético precisa ser acompanhado por um médico endocrinologista e deve se submeter a exames de sangue periodicamente, como forma de controlar seu nível glicêmico. Com base nos resultados, o médico fará a prescrição individualizada de medicamentos e de alimentação, pois o organismo de cada pessoa responde de forma diferente aos diversos grupos de alimentos. Por isso, é necessário o acompanhamento de um nutricionista. De modo geral, os diabéticos são orientados a fracionar a alimentação em seis refeições durante o dia, mas é preciso fazer ajustes caso a caso, de acordo com a maior ou menor propensão ao aumento da glicemia.

O açúcar refinado é o grande vilão para os diabéticos, pois se converte rapidamente em glicose e não oferece nenhum nutriente além de calorias. Entretanto, isso não significa que todos os carboidratos devem ser eliminados da alimentação, pois eles são fonte indispensável de energia. É preciso dar importância à quantidade e à qualidade daquilo que se come.

O diabetes tipo 2 é uma doença possível de ser prevenida. É importante que as pessoas evitem a obesidade, que provoca a resistência à insulina e obriga o pâncreas a trabalhar mais que o necessário.

O cuidado com a alimentação é fundamental para quem sofre de diabetes. A preferência por alimentos integrais, ricos em fibras, vitaminas e minerais, deve fazer parte da alimentação de todas as pessoas que desejam evitar problemas de saúde e que dão importância à sua qualidade de vida.

Mesmo que não haja restrição alimentar, o bom desempenho físico, para diabéticos ou não, está associado a uma boa alimentação e à prática regular de exercícios, para manter um estilo de vida ativo. Em muitos casos, é necessário uma mudança no estilo de vida - o que exige perseverança e determinação.

Por:
Flávia Leão Fernandes 
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.

Diabetes: saiba o que não comer

Passar longe dos doces e prestar bastante atenção nas pegadinhas é fundamental

 

Diabetes saiba o que não comer

 

O cardápio da pessoa que tem diabetes não precisa ser tão restrito como se imagina, embora seja importante saber o que não consumir no dia a dia. Isso porque para pessoas com a doença, a ingestão exagerada de alguns alimentos pode ser um perigo.

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Se você é diabético ou tem algum conhecido ou parente com o problema, a dica é passar longe dos doces. Talvez a tentação de muita gente. Na prateleira de casa não devem entrar açúcar refinado, doces, xaropes, glicose, geleias, melado, sorvetes, bolos, biscoitos recheados, chocolates, refrigerantes e leite condensado.

Preste bastante atenção nas pegadinhas. Os produtos diet são aqueles que têm exclusão de algum nutriente específico, como o açúcar. Mas nem todos os produtos diet apresentam quantidade significativa na redução de calorias.

Outro ingrediente que confunde é o mel, que faz tão mal quanto açúcar para os diabéticos. Portanto, doce, só se for dietético e sempre feito com adoçante (aquele específico para preparo de receitas culinárias).

Outro grupo de alimentos que merece desprezo dos diabéticos são as gorduras hidrogenadas e os processados e industrializados. São eles: a manteiga, óleo vegetal hidrogenado, enlatados e conservas, arroz comum, bolos prontos, frituras em geral, creme de leite, queijos amarelos, leite e iogurte integral, entre outros. Algumas frutas também enganam, como tâmara, figo, que devem ser evitadas.

E afinal, o que os diabéticos podem comer?

As verduras, os legumes e os cereais, ricos em fibras são os grandes aliados dos diabéticos e podem ser consumidos à vontade. Segundo especialistas, as fibras, principalmente do tipo solúvel, promovem a redução da absorção de glicose pelo sangue.

No time dos aliados dos diabéticos estão ainda os peixes ricos em gorduras do tipo ômega (como o salmão, a sardinha, o atum, a cavalinha e o brasileiríssimo pintado). Entre os óleos mais indicados estão os de canola e de linhaça, que auxiliam na prevenção do desenvolvimento da resistência à insulina. Além disso, beneficiam o funcionamento do sistema cardiovascular e do cérebro.

Vale frisar que a dieta alimentar deve ser observada criteriosamente e sempre por especialistas que ajudem a elaborar o cardápio adequado para seu caso. A atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose.

Natália Farah